Abordagens hermenêuticas para uma compreensão do imaginário: da mitologia greco-romana às teorias contemporâneas

Ana Maria Saldanha

Resumen


Um imaginário encontra-se sempre subjacente a condutas humanas e quadros sociais (de que são exemplo a arquitetura, o habitat, o urbanismo, as festas, os meios de comunicação cultural), sendo que várias correntes hermenêuticas se dedicaram ao seu estudo; destas, destacam-se, na contemporaneidade, as reflexões de Gaston Bachelard e de Gilbert Durand. Apesar de várias correntes e reflexões se terem debruçado sobre este tema, as noções de imaginação e de imaginário, tal como a noção de mito, pelo abuso que sofreram, e sofrem, na linguagem corrente, perderam parte do seu valor conceptual. Pretendemos, com este trabalho, diferenciar imaginação e imaginário, abordando as diferentes teorias que, no ocidente, ressaltaram a importância das imagens simbólicas na vida mental e social do Homem. Para tal, recuaremos à Antiguide greco-romana, passaremos em revista as teorias românticas, para, finalmente, compreender as mais recentes teorias que se debruçaram sobre o imaginário.


Palabras clave


imaginação; imaginário; arquétipos; representações simbólicas

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